terça-feira, 9 de novembro de 2010

Renúncia de Gilson Moura continua repercutindo na imprensa
Puxão de orelha

O diretório local do PV não gostou das declarações do presidente de honra do partido, Rivaldo Fernandes, definindo como uma "negociata" o acordo feito entre o deputado estadual Gilson Moura e o suplente Sargento Siqueira, no qual Gilson renunciou ao cargo para dar lugar ao ex-vereador. O acordo seria para dar foro privilegiado aos réus da Operação Impacto.

Desnecessário

A avaliação de integrantes do diretório verde foi de que a declaração de Rivaldo foi "desnecessária" e só serviu para esquentar ainda mais o debate sobre o assunto e chamar a atenção para o episódio, que por si só foi, no mínimo, inusitado. Rivaldo recebeu a recomendação de aguardar o desenrolar dos fatos - como uma possível investigação do Ministério Público - para poder voltar a se pronunciar. A informação é de que até a prefeita Micarla de Sousa (PV) foi pega de surpresa por Gilson.

Briga interna

É praticamente impossível se acreditar na argumentação de Sargento Siqueira quando ele diz que a renúncia de Gilson Moura não foi combinada com ele. Basta avaliar que renunciar ao mandato significa renunciar ao gabinete e todos os cargos nele contidos. Os ocupantes de cargos comissionados que trabalham para Gilson teriam ficado órfãos? Ou estariam abrigados no mandato de Siqueira? Ou foram demitidos para voltar em fevereiro? Com a palavra, o novo parlamentar da AL.
Fonte: Observatório/Diário de Natal 
Escrito por Rafhael Rodrigo